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Metamorfoses

Só há um caminho para começar a escrever

Para quem gosta e se interessa em escrever, a Oficina de Escrita Criativa para iniciantes, da Metamorfose Cursos, começa no dia 14 de junho, próxima quinta-feira. O curso traz técnicas e conceitos para aprimorar o texto dos participantes através de discussões e exercícios. 
 
A oficina será ministrada por André Roca, mestre em Escrita Criativa pela PUCRS e formado em Jornalismo e Letras, além de ter contos e ensaios publicados em antologias. Durante 15 anos, trabalhou como editor em grandes redações de Porto Alegre, como clicRBS, Zero Hora, Terra e GloboEsporte.com. 
 
Na entrevista a seguir, André explica melhor qual será o foco do curso, para quem ele é destinado, o que os participantes irão desenvolver nas aulas e dá dicas para iniciantes.
 
 
Luísa Tessuto: O curso será mais expositivo ou interativo, com exercícios e leituras?
 
André Roca: O curso mescla aulas com conteúdo teórico e técnico com exercícios a serem realizados em aula e também em casa. Há indicações programadas de leitura, mas há também indicações que vão surgir a partir das discussões com os alunos. Ou seja, cada turma terá sempre alguma leitura diferente da outra, pois cada grupo tem suas próprias particularidades.
 
 
Luísa: O curso será mais proveitoso para aqueles que não são escritores, mas querem aprender, ou para aqueles que já são e pretendem aprimorar sua escrita?
 
André: Acho que o diferencial do curso é que vale tanto para um quanto para outro. Quem não é escritor ainda terá a oportunidade de conhecer alguns caminhos para dar os primeiros passos. Será incentivado a fazer isso. Quem já escreve, mas nunca fez curso algum, encontrará nas aulas uma chance de se libertar daquele medo que às vezes nos cerca e nos faz esconder os textos ou nunca achar que está bom.
 
 
Luísa: O curso tem algum foco de gênero literário? Se sim, qual(is)?
 
André: O curso é mais focado em narrativas curtas, em especial no conto. Mas há alunos que levam crônicas ou poesias.
 
 
Luísa: Os participantes do curso irão produzir textos?
 
André: Sim. Há exercícios de desbloqueio de escrita em aula e também incentivo para que façam textos em casa, com mais tempo, e tragam para leitura e análise.
 
 
Luísa: Qual a diferença entre escrita criativa e criação literária?
 
André: A criação literária trabalha em cima dos gêneros literários (romance, conto, poesia...) normalmente associados à ficção e seus elementos narrativos. Já a escrita criativa seria um termo mais amplo que começou a ser usado não faz muito aqui no Brasil, mas já percorreu um largo caminho em outros países. Citando o professor Marcelo Spalding, que traz o conceito de escrita criativa em seus cursos, quando falamos em escrita criativa estamos falando sobre “qualquer tipo de texto (...) em que há trabalho estético com a linguagem, como o uso de rimas ou metáforas, narratividade, construção de personagens, etc. Neste sentido, os gêneros literários são parte da escrita criativa, mas também fazem parte deste amplo guarda-chuva os roteiros de televisão, cinema e séries, letras de música, quadrinhos, games, textos de não ficção como crônicas, biografias, cartas”.
 
 
Luísa: Sempre tive muita vergonha de mostrar meus textos. No curso terei que expor meus escritos?
 
André: O processo de apresentação dos textos em aula é algo muito natural. Ninguém jamais será obrigado a fazer nada que não queira, isto é, ninguém será constrangido em momento algum. Pelo que tenho visto nas turmas, mesmo quem chega dizendo que nunca mostrará um escrito acaba se rendendo à dinâmica, pois nosso ambiente é acolhedor e deixa os alunos muito à vontade para isso.
 
 
Luísa: Que dica você daria para quem quer gosta de ler e quer começar a escrever ficção?
 
André: Continue lendo muito. E se quer começar a escrever, só há um caminho: escreva. Parece óbvio, né? Mas tem gente que quer fazer isso, mas não prioriza, não arruma tempo. Então, só posso pensar que essa pessoa não gosta de escrever. Ela gosta de se imaginar escrevendo. Há uma frase do Picasso muito repetida pelo professor Assis Brasil a seus alunos: “A inspiração tem que te encontrar trabalhando”. Quer escrever? Escreva! Se for sem depender exclusivamente da “musa”, melhor ainda.


07/06/2018